'Estamos perto de uma decisão', diz Assembleia de Especialistas do Irã sobre escolher novo líder supremo

Mulher xiita levanta foto de ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto em bombardeios dos EUA e de Israel, durante protesto em 4 de março de 2026.
REUTERS/Sharafat Ali
A Assembleia de Especialistas do Irã afirmou na manhã desta quarta-feira (4) que está "perto de uma decisão" sobre o novo líder supremo do país e que está tentando nomear rapidamente o sucessor religioso do país.
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O órgão é composto por 88 aiatolás. Eles estão reunidos desde sábado para escolher o sucessor de Ali Khamenei, morto em bombardeios dos EUA e de Israel no sábado. O ataque, que também matou outros membros de alto escalão do regime iraniano, deflagrou uma guerra aberta entre EUA, Israel e o Irã que desde então se espalhou pelo Oriente Médio (leia mais abaixo).
A fala ocorreu um dia após o edifício que abriga a sede da Assembleia de Especialistas ter sido alvo de um bombardeio israelense. Segundo a mídia israelense, todos os 88 aiatolás estavam presentes no local no momento do ataque. Ainda não se sabe, no entanto, se houve mortos ou feridos.
Guerra EUA e Israel contra o Irã
Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel, Irã e países do Golfo.
Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.




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